Sobre a Catalunha


Catalunha: "Sim" vence na consulta sobre independência


O "Sim" venceu no referendo simbólico sobre a independência que ontem decorreu em 166 municípios da região da Catalunha, Espanha.

Os votos favoráveis quase chegaram aos 95%, segundo dados avançados pela edição online do jornal "La Vanguardia".

Apesar do resultado, a taxa de participação não deve ter ido além dos 30%, o que equivale a dizer que apenas votaram 200 mil dos 700 mil eleitores convocados para a consulta popular. No município com mais população, o de Sant Cugat del Vallès (Barcelona), a participação foi apenas de 25% dos cidadãos.

O dia de ontem foi, para a região autónoma espanhola, um dia de "revolta popular pacífica". Numa acção da sociedade civil sem cariz vinculativo - e que nem sequer abrangeu todo o universo de eleitores -, aos catalães era perguntado se concordavam que "a nação catalã seja um Estado de direito, independente, democrático e social integrado na União Europeia".

A par dos 94,71% de votos no sentido do "Sim", o referendo, que foi seguido por 34 observadores internacionais, registou ainda 3,53% de votos "Não" e 1,76% de brancos e/ou nulos.

A consulta contou com o apoio de cinco partidos da Catalunha (CDC, ERC, ICV, CUP e Reagrupament). Em termos globais, foram registadas as opiniões de eleitores em 29 comarcas da região, tendo sido criado um sistema informático centralizado para garantir a transparência do processo eleitoral e analisar os resultados dos diversos locais de voto.

Pelo facto de as consultas não serem oficiais, as votações tiveram de decorrer em locais como centros comunitários e ginásios.

O referendo simbólico decorreu numa altura em que o futuro da Catalunha permanece suspenso de uma decisão do Tribunal Constitucional sobre um recurso apresentado pelo PP ao estatuto da região, a lei que governa a autonomia e o seu relacionamento com o Estado. Alguns observadores sugerem que o tribunal pode declarar parte do estatuto inconstitucional o que, a ocorrer, poderia provocar uma convulsão governativa na região.


em Diário de Notícias

É a Espanha democrática e multi-cultural que temos, valha-nos a nossa santa padeira de Aljubarrota, que se não fosse ela (assim como quem diz), falávamos todos castelhano - e fazíamos nós também referendos não oficiais para protestar e nos vermos livres de Madrid. Amén!

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