Sobre esse iberista


O Saramago, que de certa forma admiro (é um dos dois portugueses que ganhou um Nobel pois ó portanto merece o meu respeito), andou para aí a falar da Bíblia que é um livro de maus costumes, e outras coisas que mais. Tem o direito à opinião dele, como eu tenho à minha, portanto não há grandes coisas a dizer, mas ofendeu-me (digamos que sim, vá) que eu era moço de ir à catequese e levei o calduço do Bispo e tudo. Mas esta conversa toda para quê? Rica publicidade o Saramago arranjou com esta brincadeira, o seu novo livro, Caim, tem vendido mais que nunca (porque será? não imagino o porquê [assobios]), afinal, um Saramago fica muito bem na estante - com isto quero dizer que ninguém, ou quase ninguém, realmente o lê - mas eu cá por mim não o vou comprar, não faz o meu género, e a achega do Memorial do Convento no ano passado chegou-me e sobrou-me, apesar de não o ter realmente lido. Vá também não o compro por agora andar sempre liso e por questões morais, afinal, se não compro o meu livro de Introdução à Programação, porque raio iria comprar este que pelo mesmo preço que um outro qualquer livro nem as vírgulas trás?

PS: Talvez se comprem à parte, como as pilhas!

1 comentário:

  1. Hey, eu leio! Pelo menos ja li o ensaio sobre a cegueira, sem contar com o memorial, e aquilo não é tão mau como parece... Voces é que são uns iletrados, não tenho culpa que não percebam nada de literatura!
    PS:Aquilo é mais tipo quebra-cabeças, tens de ser tu a pôr as vírgulas. As soluções estão na parte de trás do livro.
    Ana Mendes

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