Dia da Defesa Nacional


Sexta, lá fui cumprir as minhas obrigações militares, quando acabou o dia até me deram-me uma cédula com o meu NIM (Número de Identificação Militar) toda catita e tal. Actualmente tenho a minha situação militar regularizada, ufa, que peso me saiu de cima, agora só tenho que informar os tropas cada vez que mudar de casa ou de estado civil, e já está, contudo, ainda não estou safo de vir a ser um feijão verde bota-pensante, visto que, caso não haja voluntários suficientes ou lhes apeteça andar a brincar às guerras, chamam-me na mesma.
Ainda fiquei na dúvida se assinava uns papeis que eles para lá tinham com o propósito de "pedir mais informações" - imagino o que isso queira dizer - isto porque, segundo me explicaram neste que foi um dos dias mais inúteis da minha vida, as Forças Armadas são um sítio onde os arco-íris têm doze cores e os chupa-chupas são de borla. Vá, não me disseram isto assim nestas palavras, mas falaram tão bem, mas tão bem da profissão deles, que foi esta a ideia com que fiquei. Aparentemente a única desvantagem da tropa é mesmo as mochilas e os coletes à prova de bala serem tão pesados. Concluio, o dia da defesa nacional é das coisas mais estúpidas que para aí há, oh se faz favor, acabem com ele...

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