Já era tempo de abrirmos os olhos...

Depois de tanto tempo ausente, para vosso gládio, chega a altura de voltar a escrever qualquer coisa no blog. Não é que seja algo relevante, aliás, este blog não tem nada que o seja, é apenas uma reflexão da minha opinião pessoal (parecia um daqueles doutores que aparecem a falar na televisão ou nem por isso?).
Continuando, que se faz tarde, este nosso planeta, e consequentemente este nosso país, andam de "patas para o ar", seja pela agravada situação económica que se faz sentir, seja por todas as contrapartidas que dela advêm, seja pelo pânico que a gripe A está a começar a espalhar... O que é certo é que estamos mal. Fazemos algo para isso mudar? Não. Porquê? Porque estamos à espera que alguém faça por nós, que alguém nos venha salvar. Se isto é assim por todo o mundo, o que é em Portugal? Muito pior, respondo eu. Temos o velho defeito de nos sentarmos à sombra da bananeira a esperar que a banana caía. Gostamos de reclamar sem ter soluções. Será isto a forma correcta de lidar com estes problemas? Não. Se reclamamos, devíamos ter propostas e explicar porque os outros falharam. Mas é mais fácil reclamar do que pensar em alternativas. E assim continuaremos, não tenho dúvidas disso.

O governo fala em congelar alguns ordenados da função pública, a mim não me espanta, o estado não deve ser visto como uma entidade empregadora, mas sim uma entidade que apoia as entidades empregadoras. O nosso problema é que metade da população activa trabalha para o estado. Ou seja, há demasiados trabalhadores, excessivos, e como despedir alguns tira votos e provoca sentimentos de revolução comunista, mais vale congelar salários. Mas lá está, não seria mais fácil as pessoas perceberem que a função pública funciona mal? Eu tenho um primo que é mais rápido que a velocidade da luz... Trabalha na Câmara, sai às 5, mas às 4 já está em casa. Foi seca, mas não passa de uma tentativa de explicar que assim não pode ser. Gostava de um dia ver alguém no governo que tivesse a coragem de equilibrar a função pública, e com o dinheiro que daí sobrasse, ajudar as pequenas e médias empresas. Essas sim, devem ser encaradas como entidades empregadoras. Mas as pessoas preferem continuar com utopias que não nos levam a lado nenhum. Deixemos partidarismos, parece um campeonato entre clubes de futebol, e comecemos a olhar para as pessoas e a politicar como deve ser... Sem partidos à mistura. Será mais fácil arranjar soluções. Vamos olhar para nós e ver que somos nós que estamos mal, a culpa não pode ser só do governo que é composto por 0.001% da população, tem de ser nossa também, e isso não se vai alterar por mais partidos que lá estejam. Para mim, e olhando a partidos, algo que não gosto de fazer, isto só mudaria se o PCP ou o PNR chegassem ao poder... E não era para melhor, era para muito muito pior.


Tomemos consciência do que se passa e do que se pode vir a passar. Bora acordar Portugal?


(Uma pequena nota: Percebi finalmente porque gosto tanto do verão... É quando a Manuela Moura Guedes está 3 meses sem dizer asneiras em público)

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