Televisão


Ena, dois feriados de seguida, um a seguir ao outro, aliás, os alfacinhas têm ainda outro sábado. Isto quer dizer muita coisa, primeiro, fim de semana grande, consequentemente mini-férias para muitos portugueses, e também a duplicação da população do Algarve (ou será Allgarve?). Segundo, discurso do Presidente da República e transmissão interrupta deste durante todo o santo dia na TV no décimo de Junho, vigésima sexta repetição da Anaconda ou filme do género no dia seguinte (dia ainda mais santo que o anterior visto ser um feriado religioso) e ainda casamentos de Santo António até às televendas, programação a qual, segundo os especialistas, pode provocar efeitos adversos como febres altas, diarreia e vómitos.
Visto isto compreendo bem quem está neste momento à beira-mar, correcção, far-lhes-ia companhia até se pudesse (quem não faria!), porém, visto que a parte do fim-de-semana prolongado está mesmo posta de parte, fico-me com a televisão (como quem diz, os estudo estão em primeiro lugar!).
Não é que eu tenha alguma coisa contra directos de algumas meia-dúzia de horas a partir de Santarém do nosso chefe de estado, pelo contrário, as cerimónias de hoje até têm, a sua quota parte de importância, ou tão pouco tenho contra as reposições, já a roçar os limites do absurdo, de grandes êxitos cinematográficos dos anos 90 (mentira, por acaso até tenho), muito menos tenho contra os noivos de Santo António, que coitados (vá, felizardos, segundo consta), não têm culpa nenhuma do circo que se faz em torno do seu casamento, contudo, existe uma certa coisa geralmente designada de bom-senso (que bordão), que aparentemente é coisa que não existe em abundância nas três cadeias de televisão portuguesas. Afinal de contas, as pessoas normais têm uma coisa, geralmente designada de paciência (outro bordão), que aparentemente se esgota rapidamente, especialmente quando sujeitas a maratonas de programação mono-temáticas! Mas isto é coisa que passa pela cabeça de alguém? Muito iluminados devem ser esses senhores que fazem televisão. É que, e falo por mim, não sei se alguém subscreverá por baixo, normalmente canso-me depois da segunda vez, portanto, repetir o mesmo filme dez vez por mês começa a parecer um abuso, para além que os intervalos são cada vez maiores e o pior de tudo é que ainda nos descontam uma taxa ao final do mês na conta da electricidade para o canal público. Também é verdade que só vê quem quer, e portanto deve ser por isso que cada vez menos as pessoas ligam à tal "caixa que revolucionou o mundo" e se dediquem cada vez mais a outras coisa mais interessantes e úteis. Além do mais tenho cabo, ou então não sei para que é que quereria uma televisão!

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